Olhe para ela!

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  "Ver o outro de verdade é um sinal de carinho e de respeito..." Toda questão complicada tem uma resposta simples, e ela, invariavelmente, está errada.  Eu me lembrei dessa velha ironia na segunda-feira, no Rio de Janeiro, quando um rapaz se aproximou durante o lançamento do meu livro e disse que gostaria de fazer uma pergunta. Mesmo antevendo uma situação embaraçosa, eu concordei, e ouvi o seguinte: se eu tivesse de dar um único conselho para ajudá-lo num relacionamento, qual seria?  Pense no que vocês diriam no meu lugar. Eu, posto na situação sem aviso prévio, respondi sem hesitar: “Preste atenção nela. Tente entendê-la. Descubra o que ela pensa e o que ela sente.”  O rapaz ensaiou outras perguntas, mas, como havia uma fila atrás dele, a conversa acabou por ali. Ele foi embora, não inteiramente satisfeito, e eu segui dando autógrafos e conversando com as pessoas, meio incomodado – com a pergunta dele, com a minha resposta e com a situação desconhecida do rapaz, q...

Assumindo por inteiro a própria vida...



“É grande erro ficarmos na dependência do mundo, esperando que ele resolva nossos problemas, console-nos na hora do fracasso e trate nossas feridas.
É um grande equívoco permitirmos que os outros determinem nosso valor e pior: que a opinião alheia fragilize a confiança que depositamos em nós. Nossa liberdade neste mundo começa no dia que resolvemos assumir nossa própria vida por inteiro, sem atribuir a ninguém a responsabilidade por nossas derrotas. Porque, na verdade, ninguém tem a obrigação de construir ou facilitar nossos caminhos, erguer as paredes de nossa casa ou torcer por nossa vitória.
Quando decidimos depender somente de nós, acrescentamos à nossa capacidade poderes ocultos…
Quem assume por inteiro a própria vida, suprime a obrigação de se curvar, de se humilhar, de mendigar. Quem depende apenas de si não precisa fazer concessões, pois quem não espera nada não pode temer a perda de coisa alguma.
Quem assume por inteiro a própria vida pode ser, a qualquer hora e em qualquer lugar, apenas o que é.
Assumir a própria vida é um ato de coragem, pois implica ser responsável pelo que de bom ou ruim que há de acontecer.
Por outro lado, como impagável recompensa, permite-nos dizer o que pensamos a quem quer que seja sem ter que baixar a cabeça diante de ninguém.”

Autor desconhecido

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