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Mostrando postagens de maio, 2016

Olhe para ela!

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  "Ver o outro de verdade é um sinal de carinho e de respeito..." Toda questão complicada tem uma resposta simples, e ela, invariavelmente, está errada.  Eu me lembrei dessa velha ironia na segunda-feira, no Rio de Janeiro, quando um rapaz se aproximou durante o lançamento do meu livro e disse que gostaria de fazer uma pergunta. Mesmo antevendo uma situação embaraçosa, eu concordei, e ouvi o seguinte: se eu tivesse de dar um único conselho para ajudá-lo num relacionamento, qual seria?  Pense no que vocês diriam no meu lugar. Eu, posto na situação sem aviso prévio, respondi sem hesitar: “Preste atenção nela. Tente entendê-la. Descubra o que ela pensa e o que ela sente.”  O rapaz ensaiou outras perguntas, mas, como havia uma fila atrás dele, a conversa acabou por ali. Ele foi embora, não inteiramente satisfeito, e eu segui dando autógrafos e conversando com as pessoas, meio incomodado – com a pergunta dele, com a minha resposta e com a situação desconhecida do rapaz, q...

Que tal apertar o botão RESET?

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Todo amor é uma forma de desamparo e perda de si mesmo. De um momento para o outro, nos tornamos vulneráveis. Querer demais o outro nos desequilibra, pondo em evidência a nossa insuficiência como indivíduos. Todos já passamos por isso, em algum momento. Apaixonados, deixamos de ser o que éramos e nos transformamos em gente mais frágil e feliz. Ao romper amarras, o amor nos lança ao mar revolto das expectativas. Damos adeus à segurança e olhamos a vida de forma nova, de longe. O que nela é essencial? O que realmente importa? O ser amado é a resposta, e sobre ele não temos controle. Desamparados por essa percepção, desmoronamos – e temos a chance de nos refazer. O amor, quando começa e quando acaba, na euforia do romance e na dor da separação, nos oferece um mundo novo, reavaliado. Nosso olhar apaixonado não vê o que via antes. Ele se esvazia de certezas. Tudo ao redor parece incerto e ao mesmo tempo possível. A única porta fechada é ...