Medo da morte ou da vida?
O que a consciência da finitude revela sobre nossas escolhas? O que faz uma pessoa ficar enlatada em um avião por 11 horas, desembarcar num lugar desconhecido, comer e beber pagando uma exorbitância em euros, para então voltar para casa percorrendo as mesmas cansativas 11 horas, agora com um monte de dívida no cartão? Parece irracional, mas a morte é mais irracional ainda: irá nos tirar de cena a qualquer minuto, contra a nossa vontade. Como se rebate essa afronta? Com irracionalidades como o amor, o êxtase, as surpresas. Atravessamos a famosa faixa de pedestre de Abbey Road escutando Beatles nos fones de ouvido porque a morte está à espreita, é assim que a combatemos. Nos emocionando. Nos divertindo. Encontrando os mesmos amigos uma, duas, mil vezes, para reforçar o afeto. Se apaixonando, para andar na corda bamba. Assistindo a uma ópera, mesmo preferindo o rock. Lutando pelo bem-estar dos outros e participando de movimentos pacifistas , para deixar um mundo melhor lá ad...

Vivemos mais para evitar o sofrimento do que para experimentar o prazer.
ResponderExcluirFrequentemente a vida se transforma numa perda de tempo, em vãs tentativas de fugir do sofrimento. A mais difícil lição é a de não permitir que as horas passem carregando alegria e felicidade enquanto nos ocupamos tentando não ficar infelizes.
E de todas as lições que sopram no vento ou que se escrevem nos livros, a respeito da vida, as de maior valor ensinam a:
-Crer em Deus;
As dúvidas engradecem a fé, ao invés de diminuí-la. O que a enfraquece é o medo das respostas.
-Não tentar não ficar triste;
A tristeza tem sua hora merecida e é melhor aprender a superá-la do que se enganar com falsas alegrias.
-Perdoar pai e mãe, por tudo;
As mágoas são dores que não cessam e desfiguram a personalidade. É bom não deixar de pagar contas e impostos, mas compreender pai e mãe é a melhor maneira de manter a honra intacta.
-Ser importante na vida de alguém;
Considerando a brevidade da vida, nada melhor que ter consigo a gratidão e o amor de alguém, ou diante da solidão, ter a certeza de ter amado e ter deixado, com alguém, ou em alguma parte, um pedaço da alma.