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quarta-feira, 29 de junho de 2011

O que é ser Mal - Amado?

 
 
Antes de adentrar no universo temático a que me propus, considero importante fazer uma pequena explanação a respeito do prefixo latino mal-, que significa: maldade, desgraça, imperfeição. É a partir dele que podemos interpretar a expressão tão conhecida “mal-amado(a)” e que traduz um tipo de relacionamento que pode se tornar vicioso caso não haja, por parte do “infectado”, a dissipação dessa prática sobre si.

Tanto homens quanto mulheres podem permitir-se ser mal-amados, seja por um tempo ou por uma vida toda. Ser mal-amado(a) não é sinônimo de ser carente ou solitário(a), como a maioria pensa, é ser mal gostado(a), mal desejado(a), mal querido(a). É um jeito torto de ser (licenciosamente) amado(a). Permanecer nessa realidade depende do quanto vale e pesa a auto-estima. Uma pessoa mal-amada é aquela que tem um amor ruim, defeituoso, que leva anos para se formar ou para se dissipar.

A verdade é que já evoluímos muito nos nossos relacionamentos, porém estagnamos na padronização comportamental das relações amorosas às quais nos envolvemos. É expectativa da mulher ser amada, assumida. Ainda hoje é ela quem se responsabiliza por formar um lar, um ninho, uma família. Já o homem, compromete-se a lhe proporcionar felicidade e amor consistente. É uma visão romanticamente linear, mas racional e sistemática em excesso para que dê certo sempre.

Existem amores às avessas, truncados, que começam e terminam mal. Outros, nem terminam. Resistem, ano após ano, recomeçando, tentando encaixar-se ou, simplesmente, deixando ao sabor do tempo, o veredito da história. É como se a pessoa acreditasse que ali existe amor puro, mesmo que não haja o frescor das emoções nem a insistência em mudança. Exemplos de se amar mal é a promessa não cumprida, o amor não correspondido à altura, a expectativa sempre alerta, que não se realiza nunca.

Uma pessoa mal-amada é aquela que se dá a um amor furtivo, dissimulado, algo que fica entre “o que pode ser” e “o que parece, mas não é”. É um amor falso, tendencioso, beirando o abismo. Aquele que faz mal, que despreza, que desorienta, que incomoda, que desgasta física e psicologicamente. E independe se a pessoa compactua com essa circunstância. O fato é que permitir-se ser mal-amado(a) abre possibilidades para dois seres infelizes que, um ao lado do outro, sofrem as mazelas dessa relação débil, insuficiente, sofismática.

Consentir-se ter um amor ruim é ser indulgente consigo e com o outro, é ter um comportamento obtuso, inseguro, de atitudes mecânicas e uma visão desesperançada da vida. É bom lembrar de vez em quando que uma relação não é via de mão única e que ambos precisam “plantar” para “colher”. A quem se contenta com um amor-bambo, acostume-se a ser denso, porque as coisas não vão mudar. Conforme-se com a tristeza e aprenda a não acreditar em felicidade. Como disse Victor Hugo: “A suprema felicidade da vida é ter a convicção de que somos amados”. Em suma, "take it or leave it"!
 
Por: Afrodite para Maiores

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